Entra ano, sai ano e as fortes
chuvas que costumam cair no ver�o sempre provocam alagamentos em v�rias partes
do pa�s. Em fun��o desses desastres, muitos moradores das regi�es prejudicadas
pelas cheias perdem seus bens e ficam desabrigados, como ocorreu na trag�dia de
Santa Catarina, em novembro de 2008. Se o filme � o mesmo todos os anos, por que
n�o s�o tomadas provid�ncias para contornar os efeitos dos temporais da esta��o?
A culpa � s� do governo ou tamb�m da popula��o?
1. Em qual per�odo do ano o
risco de enchentes � maior?
Entre novembro e mar�o. Para este ver�o, a previs�o � de que as chuvas mais
fortes aconte�am em dezembro e janeiro. De acordo com a previs�o do instituto de
meteorologia Climatempo, a maior cidade do pa�s poder� ser muito castigada pelos
temporais em janeiro, quando uma frente fria deve estacionar em S�o
Paulo.
2. O que o governo faz
para evitar as enchentes?
A Defesa Civil de S�o Paulo se mobiliza todos os anos para tentar prevenir os
danos provocados pela chegada das chuvas de ver�o. Para este ano, est� em
vig�ncia desde o in�cio de novembro o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC),
que tem dura��o prevista at� o dia 15 de abril de 2009.
3. Quais s�o os
principais pontos do Plano Preventivo de Defesa Civil?
S�o a preven��o aos riscos e integridade f�sica e psicol�gica da popula��o,
redu��o das perdas e danos causados � cidade e aos mun�cipes, monitoramento e
gerenciamento de �reas de risco e envolvimento da comunidade em pr�ticas
preventivas atrav�s dos N�cleos de Defesa Civil (Nudec).
4. Que tipo de obra
pode ser feita numa regi�o sujeita a inunda��es?
Limpeza de bueiros e canaliza��o, obras em c�rregos, amplia��es de galerias e
muros de conten��o, al�m dos piscin�es, que recebem a �gua das chuvas em regi�es
onde o relevo � favor�vel �s inunda��es.
5. At� que ponto �
poss�vel prever uma enchente?
Em S�o Paulo, o �rg�o respons�vel por isso, o Centro de Gerenciamento de
Emerg�ncias (CGE), � equipado com um radar meteorol�gico capaz de fazer a
previs�o do tempo com at� 15 dias de anteced�ncia. �Com isso n�s conseguimos
antever a chuva e emitir boletins para os principais org�os envolvidos com a
emerg�ncia na cidade�, explica Hassan Barakat, engenheiro do CGE. Em caso de uma
chuva forte, o centro indica os estados de observa��o, aten��o (quando come�a um
alagamento), alerta (alagamento, mais enchente) e alerta m�ximo (decretado
apenas com autoriza��o do prefeito).
6. O que a popula��o pode
fazer para evitar as enchentes?
As pessoas devem tentar manter as drenagens, valas e canaletas desobstru�das.
Nunca devem jogar lixo nas ruas, em encostas, c�rregos, margens de rios ou �reas
verdes. �Quando se fala em lixo, falamos desde o papel de bala at� m�veis
velhos. Basta andar pela cidade, principalmente na periferia, que voc� encontra
facilmente geladeiras e m�veis jogados no rio. � preciso ter consci�ncia e n�o
transformar um rio numa extens�o de lix�o�, ressalta Hassan Barakat, do CGE de
S�o Paulo. Al�m disso, a popula��o deve cobrar as obras necess�rias para conter
as �guas e fiscalizar o poder p�blico.
7. Existe outra forma de
ajudar?
Sim. As pessoas podem participar como volunt�rias do N�cleo de Defesa Civil
(Nudec), formado por um grupo comunit�rio organizado em um distrito, bairro,
rua, edif�cio, associa��o comunit�ria ou entidade. O Nudec tem por objetivo
organizar e preparar a comunidade local a dar a pronta resposta aos desastres.
Suas principais atividades s�o incentivar a educa��o preventiva, organizar e
executar campanhas, cadastrar os recursos e os meios de apoio existentes na
comunidade, coordenar e fiscalizar o material estocado e sua distribui��o e
promover treinamentos.
8. Como acontece uma
inunda��o?
H� dois tipos cl�ssicos de inunda��es: as repentinas e as lentas. As
inunda��es repentinas ocorrem geralmente em regi�es de relevo montanhoso. Elas
acontecem pela presen�a de grande quantidade de �gua num curto espa�o de tempo.
Chuvas fortes ou moderadas, mas duradouras, tamb�m podem originar inunda��es
repentinas, quando o solo esgota sua capacidade de infiltra��o. J� nas
inunda��es lentas as �guas elevam-se de forma previs�vel, mant�m-se em situa��o
de cheia durante algum tempo e, a seguir, escoam-se gradualmente.
9. Quando acontece uma
enchente, quem � o culpado?
Os culpados s�o tanto o governo como a popula��o. O governo, por n�o fazer
obras preventivas, e a popula��o, por jogar lixo nas ruas e ocupar as encostas
de forma irregular. Quando ambos, governo e popula��o, cumprem seus deveres, as
enchentes podem ser mais raras. �Alagamento sempre acontecer�. Se chover mais do
que o solo ag�enta, � claro que ele vai transbordar. Mas, se a popula��o �
consciente, podemos evitar um desastre�, afirma o engenheiro Hassan Barakat.
10. Perdi bens numa
enchente. Como devo proceder?
Tudo depende da situa��o dos bens das pessoas que foram afetadas pela
trag�dia. Os que t�m seguro devem imediatamente procurar seus corretores. J� os
que n�o t�m devem procurar um advogado o quanto antes para estudar a
possibilidade de abrir uma a��o judicial contra o poder p�blico.
11. O que devo fazer
quando estou no carro e ocorre uma enchente?
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tr�fego (CET), em caso de chuva
forte, o motorista deve imediatamente reduzir a velocidade do ve�culo e evitar
passar perto de rios e c�rregos. A CET tamb�m recomenda que o motorista n�o
passe por locais alagados em que n�o se pode ver a rua. Em casos extremos,
quando � preciso atravessar o trecho alagado, mantenha o carro acelerado e n�o
troque de marcha.
12. O que devo fazer
quando estou em casa e ocorre uma enchente?
No caso de alagamento, a chave geral de energia deve ser desligada, e
alimentos e produtos de limpeza devem ficar fora do alcance da �gua. �Al�m
disso, os moradores devem procurar um lugar alto para ficar�, aconselha Ronaldo
Malheiros Figueira, ge�logo e coordenador de a��es preventivas e recuperativas
da Defesa Civil da cidade de S�o Paulo
Pessoas formam fila em uma lotérica em Nova Iguaçu, após fortes chuvas atingirem o Rio de Janeiro - Douglas Viana/Futura Press
(Atualizado às 13h)
A forte chuva que atinge o Rio de Janeiro desde a madrugada desta quarta-feira causou alagamentos nas principais vias da cidade e engarrafamentos em diversas regiões. Trens e metrô também foram afetados. O prefeito Eduardo Paes pediu à população que evite deslocamentos desnecessários. “Nosso apelo é para que as pessoas que não tiverem que se deslocar pelas grandes vias que não se desloquem. E que os motoristas fiquem atentos às informações atualizadas pelo Centro de Operações da prefeitura”, afirmou.
Paes admitiu que os problemas em algumas áreas são agravados – ou ocasionados – pelas obras que estão em andamento. Na Via Binária, a avenida recém-inaugurada, há alagamentos. Segundo o prefeito, nesse local muitas obras ainda não foram concluídas, “particularmente de drenagem”, disse, em entrevista à GloboNews às 10h30.
A Via Dutra estava com a circulação interrompida por alagamentos nos seguintes trechos: na altura de Jardim América, de Nova Iguaçu e de Belford Roxo.
Moradores registraram o alagamento na 28 de Setembro, principal rua de Vila Isabel, que liga o bairro à Tijuca e ao Centro.
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Rua 28 de Setembro, em Vila Isabel
Moradores registraram o alagamento na 28 de Setembro, principal rua de Vila Isabel, que liga o bairro à Tijuca e ao Centro.
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Ruas alagadas na Zona Norte do Rio
As primeiras horas da chuva, na noite de terça-feira, na Zona Norte do Rio.
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Alagamento em Guadalupe
Ruas de Guadalupe alagadas no início da manhã desta quarta-feira.
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Chuva na Zona Norte do Rio
Moradores de Guadalupe tentam voltar para casa em segurança, na manhã desta quarta-feira.
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Alagamento em Mesquita, na Baixada Fluminense
A chuva alagou ruas de Mesquita, na Baixada Fluminense, no início da madrugada.
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Alagamentos na Pavuna
Ruas da Pavuna alagadas na manhã desta quarta-feira.
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Em Olaria, moradores ficaram ilhados
No bairro de Olaria, na Zona Norte, ruas foram transformadas em rios pelos alagamentos.
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Transbordamento do Rio Botas, em Nova Iguaçu
Morador registra o transbordamento do Rio Botas, em Nova Iguaçu.
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Ruas alagadas na Zona Norte
Morador da Zona Norte registra alagamentos no início da manhã.
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Alagamento no Jardim América
Morador do Jardim América, na Zona Norte, têm dificuldade para sair de casa na manhã desta quarta-feira.
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Ruas alagadas no Jacarezinho
Alagamentos no Jacarezinho, na Zona Norte.
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Caminhão é saqueado em Irajá
Moradores de Irajá flagraram o momento em que um caminhão é saqueado na Avenida Brasil.
Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro, houve registros de desabamentos na cidade do Rio e na Baixada Fluminense. Em Nilópolis, foi registrado um desabamento na Rua Sargento Manoel Rodrigues. Anchieta, houve desabamento e uma vítima foi socorrida, mas não há informações sobre o estado de saúde. Em Realengo, duas vítimas socorridas. Em Austin, uma vítima foi socorrida com vida e encaminhada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu.
De acordo com Pedro Junqueira, chefe de operações do Centro de Operações da Prefeitura do Rio, em 10 horas o volume de chuvas foi superior à média do mês de dezembro. "O volume acumulado é preocupante, porque após as chuvas, até uma chuva leve pode ser o que faltava para ocasionar deslizamentos", disse Junqueira em entrevista ao "RJTV", da TV Globo.
O bairro da Posse, em Nova Iguaçu, ficou completamente alagado, com a água das chuvas na altura dos muros de casas. Um rio transbordou no bairro da Posse. Em Acari, casas ficaram alagadas e moradores tiveram de se proteger em cima dos telhados.
O secretário estadual de Defesa Cicil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do estado, coronel Sérgio Simões, informou que a previsão é de que a chuva continue, mas com menor intensidade ao longo do dia. Segundo Simões, Nova Iguaçu, que foi a cidade mais afetada na Baixada Fluminense, recebeu em algumas horas, 180 milímetros de chuva. "Esse é um volume que os sistemas de drenagem e escoamento não têm capacidade de suportar", disse. Segundo Simões, há uma pessoa desaparecida em Nova Iguaçu, mas ainda não há confirmação ou identificação da vítima.
Os deslocamentos também ficaram comprometidos. O tráfego na Radial Oeste foi interditado nos dois sentidos desde 9h devido à formação de bolsões de água na pista. O trânsito foi liberado por volta das 10h15. A Avenida Brasil também está bloqueada desde 8h40 na altura do Trevo das Margaridas por alagamentos. A pista lateral da Avenida Brasil, na altura do Caju e na altura de Manguinhos, também chegou a ser interditada, mas já liberada.
A Linha 2 do Metrô do Rio de Janeiro também deixou de circular no trecho entre Pavuna e Colégio devido à forte chuva. Nos trens da Supervia, as composições atrasaram a vida dos passageiros. Ramais de Saracuruna e Belford Roxo ficaram completamente parados por acúmulo de água. A estação de Olaria permanece fechada.
Quem tentou chegar ao Centro pela Avenida Brasil ficou pelo caminho. Um morador publicou no Youtube um vídeo com a Avenida Brasil parada esta manhã:
Por volta de 10h, a chuva era considerada moderada (5 a 25 milímetros por hora) nas principais estações acompanhadas pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. De 9h às 10h, as áreas mais afetadas foram a Saúde, na região central do Rio, onde choveu 14 mm em uma hora, e Santa Teresa, em que choveu 12,80 mm em uma hora. De 6h às 10h, as regiões mais afetadas foram Penha, Piedade, Grande Méier, Madureira, Irajá, Ilha do Governador, Grajaú, Anchieta e Barra da Tijuca. Desde a madrugada desta quarta-feira a Prefeitura do Rio está em nível de alerta, o terceiro mais grave na escala de monitoramento, que significa que há probabilidade de chuva forte nas próximas horas, com a possibilidade de alagamentos e deslizamentos isolados.
As sirenes de alerta aos moradores foram acionadas nas seguintes áreas: Barro Vermelho, Cachoeira Grande, Cachoeirinha, Comandante Luiz Souto, Espírito Santo, Guaíba/Vila Periqui, Ignácio Dias, Juramento, Preto Forros, Morro do Céu, Nossa Senhora da Guia, Nova Divinéia, Parque Silva Vale, Brício de Moraes, Santa Terezinha, Sapê, Parque Alvorada, Palmeiras, Nova Brasília, Vila Cabuçu, Dona Francisca, Cotia, Vila José Anchieta, Comandante Luís Souto, Espírito Santo, Parque Silva Vale, Juramento, Barão, Parque Nova Maraca, Caracol, Lauderine Freire, Parque Proletário Grotão, Engenho da Rainha, Morro da Fé, Frei Gaspar, Cariri, Alemão, Joaquim de Queiroz, Sereno, Caixa D’água, Adeus, Pianco e Quiririm
O verdadeiro "Jeitinho Brasileiro": A arte de acomodar-se
Qualquer indivíduo está sujeito a cometer atos ilícitos quando não teve uma boa formação moral, isso é inerente à raça humana, independente da nacionalidade. O maciço desvio de dinheiro público para fins particulares, no Brasil, ocorre devido à acomodação com a atual situação, visto que a sociedade já aceita a Corrupção com normalidade e a legislação continua complacente com os erros.
Tal infração já é vista com naturalidade pela população, o que leva a falta de incentivo para se aprofundar nas investigações das irregularidades encontradas. As constantes denúncias de extravio da verba pública fazem com que a indignação dos cidadãos vá diminuindo a cada novo caso divulgado pela mídia. Esta percebe isso e, por conseguinte, não costuma cobrir as investigações até o final, preocupando-se em buscar novos casos. Dessa forma menos pressionada, fica mais fácil de o réu encontrar maneiras para postergar as acusações e descobrir mecanismos para se livrar dela.
Já esse retardamento do processo, provém da impunidade gerada pela atual Constituição federal e pela legislação do Direito Processual Penal. O excesso de recursos permitidos e a dificuldade para recolher provas diminuem a possibilidade de punição do infrator. Com o suspeito dinheiro ilegal, é possível contratar os advogados mais gabaritados para propiciar tal prolongamento do julgamento. Se forem analisados os principais escândalos das duas últimas décadas, nenhum resultou em prisão definitiva do acusado. Assim, o mal intencionado sente-se mais seguro para cometer suas irregularidades planejadas.
Nessa conjuntura, fica nítido que urge não só a alteração de algumas leis pelo legislativo por emendas constitucionais, senão também um acompanhamento mais extensivo dos meios de comunicação no andamento de cada nova acusação de corrupção, com o intuito de forçar o judiciário a fazer justiça. Dessa maneira, a corrupção, finalmente, poderá ser uma página virada na história da República Federativa do Brasil
“A Impunidade” Não é novidade que no Brasil a impunidade é uma questão muito debatida em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade. A HumanRights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins. O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais, cega e surda! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos. Isso é resultado de uma política aberta a atos viciosos que contemplam a fidalguia e aflige aos pobres. Todavia o problema vai além disso, porque concerne a corrupção e a ameaça aos homens dotados da lei, concerne vícios e interesses econômicos (entendendo-lhe como uma associação direta entre dinheiro e corrupção). A maioridade deveria, em força da lei, se alinhar à idade em que o indivíduo é considerado cidadão, 16 anos, para que houvesse menos atos impunes. Enfim, há diversas medidas que podem ser tomadas; porém o problema é muito maior do que imaginamos, uma vez que o Supremo Tribunal Federal olvida estas conversações e dialogam entre si (os membros do STF) como se tivessem os mais altos títulos nobiliárquicos e, assim sendo, decidem sozinhos o que é certo e errado se tratando da inconsistente justiça brasileira
A seca no sertão nordestino, está entre as questões mais graves do Brasil. Há séculos os governos têm tentado resolvê-la, sem sucesso. As políticas de combate à seca no Nordeste remontam à época do Império. D. Pedro 2º determinou a construção de açudes, entre outras ações, para diminuir os efeitos da estiagem, entre os anos 1877 e 1879. O próprio imperador declarou: "Não restará uma única jóia na Coroa, mas nenhum nordestino morrerá de fome". Em 1951, um grupo de estudiosos determinou os limites da região atingida por estiagens periódicas, que passou a ser chamada Polígono das Secas. Veja o mapa com as áreas atingidas pela seca, na época:
Mas o Polígono das Secas aumentou de tamanho. O Maranhão, que estava "fora" da área de ocorrência de secas longas, vem enfrentando o problema nos últimos 25 anos. Nas regiões atingidas, é comum a estiagem se prolongar por dois ou três anos. Isso gera uma situação de calamidade para milhões de sertanejos. A ampliação da área da seca está relacionada à forma de ocupação humana nessa região, desde o século 16. Trata-se do uso predatório da terra, tirando dela o máximo possível em produtividade sem preocupação com o esgotamento. O principal fator foi desmatamento excessivo que deu fim à vegetação em torno das nascentes dos rios. Isso mesmo: sem as árvores, secam o rio e a fonte de onde vem a água. Sem a proteção do verde, o solo frágil e arenoso não resiste e a região torna-se árida. Com isso, o clima muda: há menos chuvas. E o lugar é ocupado pela caatinga, ou se transforma em deserto.
Indústria da seca
O primeiro órgão de combate à seca foi criado em 1909, chamava-se Inspetoria de Obras Contra as secas (IOCS). Em 1919 tornou-se a Inspetoria Federal de Obras Contra a Secas (IFCOS). Em 1945 ganhou novo nome: Departamento Nacional de Obras Contra a Secas (DNOCS). Todos esses órgãos procuram definir metas e solucionar o problema com obras para armazenar água e suprir a população, a agricultura e a pecuária. Mas tem sido insuficiente, como se vê pelo aumento da área atingida. Além do desmatamento, a seca do Nordeste está ligada à falta de políticas que realmente funcionem em benefício da população. Durante a estiagem, o governo federal socorre os estados atingidos com envio de dinheiro para ser aplicado nessas áreas, cestas básicas para a população, perdão total ou parcial das dívidas de empréstimos tomados por empresários e fazendeiros. Estudiosos declaram que existe uma "indústria da seca", da qual alguns se beneficiariam de forma política e financeira
Trata-se de um fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas.
O problema não é novo, nem exclusivo do Nordeste brasileiro. Ocorre com freqüência, apresenta uma relativa periodicidade e pode ser previsto com uma certa antecedência. A seca incide no Brasil, assim como pode atingir a África, a Ásia, a Austrália e a América do Norte.
No Nordeste, de acordo com registros históricos, o fenômeno aparece com intervalos próximos a dez anos, podendo se prolongar por períodos de três, quatro e, excepcionalmente, até cinco anos. As secas são conhecidas, no Brasil, desde o século XVI.
A seca se manifesta com intensidades diferentes. Depende do índice de precipitações pluviométricas. Quando há uma deficiência acentuada na quantidade de chuvas no ano, inferior ao mínimo do que necessitam as plantações, a seca é absoluta.
Em outros casos, quando as chuvas são suficientes apenas para cobrir de folhas a caatinga e acumular um pouco de água nos barreiros e açudes, mas não permitem o desenvolvimento normal dos plantios agrícolas, dá-se a seca verde.
Essas variações climáticas prejudicam o crescimento das plantações e acabam provocando um sério problema social, uma vez que expressivo contingente de pessoas que habita a região vive, verdadeiramente, em situação de extrema pobreza.
A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns externos à região (como o processo de circulação dos ventos e as correntes marinhas, que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo a formação de chuvas em determinados locais), e de outros internos (como a vegetação pouco robusta, a topografia e a alta refletividade do solo).
Muitas têm sido as causas apontadas, tais como o desflorestamento, temperatura da região, quantidade de chuvas, relevo topográfico e manchas solares. Ressalte-se, ainda, o fenômeno "El Niño", que consiste no aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico, ao largo do litoral do Peru e do Equador.
A ação do homem também tem contribuído para agravar a questão, pois a constante destruição da vegetação natural por meio de queimadas acarreta a expansão do clima semi-árido para áreas onde anteriormente ele não existia.
A seca é um fenômeno ecológico que se manifesta na redução da produção agropecuária, provoca uma crise social e se transforma em um problema político.
As conseqüências mais evidentes das grandes secas são a fome, a desnutrição, a miséria e a migração para os centros urbanos (êxodo rural).
Os problemas que sucedem as secas resultam de falhas no processo de ocupação e de utilização dos solos e da manutenção de uma estrutura social profundamente concentradora e injusta. O primeiro fato se manifesta na introdução de culturas de dificil adaptação às condições climáticas existentes e do uso de técnicas de utilização dos solos não compatíveis com as condições ecológicas da região. O segundo ocasiona o controle da propriedade da terra e do processo político pelas oligarquias locais.
Esses aspectos agravam os resultados das secas e provocam a destruição da natureza, a poluição dos rios e a exploração por parte os grandes proprietários e altos comerciantes, dos recursos destinados ao combate à pobreza da região, no que se denomina de "indústria da seca".
A questão da seca não se resume à falta de água. A rigor, não falta água no Nordeste. Faltam soluções para resolver a sua má distribuição e as dificuldades de seu aproveitamento. É "necessário desmitificar a seca como elemento desestabilizador da economia e da vida social nordestina e como fonte de elevadas despesas para a União ...desmitificar a idéia de que a seca, sendo um fenômeno natural, é responsável pela fome e pela miséria que dominam na região, como se esses elementos estivessem presentes só aí". (Andrade, Manoel Correia, A seca: realidade e Mito, p. 7 ).
Com uma população muito inferior à nordestina, a Amazônia, que possui água em abundância, também apresenta condições de vida desumanas, assim como diversas outras regiões brasileiras. Lá o problema é outro, pois o meio ambiente mostra-se inóspito, devido às enchentes, aos solos pobres, à proliferação de doenças tropicais.
Crises climáticas periódicas, como enchentes, geadas e secas, acontecem em qualquer parte do mundo, prejudicando a agricultura. Em alguns casos tornam-se calamidades sociais. Porém, só se transformam em flagelo social quando precárias condições sociais, políticas e econômicas assim o permitem. Regiões semi-áridas e áridas do mundo são aproveitadas pela agricultura, por meio do desenvolvimento de culturas secas ou culturas irrigáveis, como acontece nos Estados Unidos, Israel, México, Peru, Chile ou Senegal.
Delimitado pelo Governo Federal, em 1951 (Lei n° 1.348), o Polígono das Secas, com uma dimensão de 950.000 km2, equivale a mais da metade do: território da região Nordeste (52,7%), que vai desde o Piauí até parte do norte de Minas Gerais. O clima é semi-árido e a vegetação de caatingas. O solo é raso, na sua maior parte, e a evaporação da água de superfície é grande. Essa é a área mais sujeita aos efeitos das secas periódicas.
Além do aspecto natural, surgiu um fenômeno político denominado indústria da seca (clique aqui e saiba mais
Como toda atividade clandestina e ilegal, a
prostituição infantil sempre foi acobertada, talvez isso ocorra porque este tipo
de negócio transformou-se no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da indústria
de armas e do narcotráfico.
Acreditava-se que a
maioria dos principais clientes que procuram por este tipo de serviço se
tratavam apenas de turistas estrangeiros, que vêem ao país e se encantam com a beleza das mulheres em seus minúsculos
trajes nas praias brasileiras, ou mesmo, nas ruas. No entanto, o trabalho da
polícia mostra que a maioria dos clientes é de brasileiros, em sua maioria
motoristas de caminhão, senhores de classe média alta e rica, empresários bem
sucedidos, aparentemente bem casados.
Por outro lado, as
meninas, na maioria mulheres, são pobres e que moram em uma total miséria na
periferia. A primeira relação sexual pode ter ocorrido com o próprio pai, padrasto ou até mesmo seu
responsável por volta dos oito anos. Por este motivo as pesquisas demonstram que
a garota até poderia tolerar por mais tempo a pobreza e a miséria, mas o que ela
encontra em casa é a violência, o abandono e a degradação familiar. Para elas,
talvez, seja mais fácil encontrar as dificuldades da prostituição nas ruas do
que enfrentar os distúrbios de homens, que ao invés de dar-lhes proteção, abusam
delas sexualmente.
Em alguns casos, os
próprios pais as levam para se prostituírem. É um trabalho rentável e que gera
lucro à toda família, sendo a garota a única prejudicada. Assim, as meninas
prostituídas passam a fazer uso de entorpecentes, contraindo doenças venéreas,
além de desenvolverem distúrbios emocionais e psíquicos.
Um fato
incontestável é que a rede de prostituição infantil no Brasil continua sem
solução. Este é um daqueles temas que houve-se muito, mas sabe-se pouco. Não é
por menos que é problema que vem preocupando, não só o governo brasileiro, mas
também do mundo inteiro.
Não difere
muito da prostituição infantil, a Pedofilia é um distúrbio de conduta sexual,
onde o indivíduo adulto sente desejo compulsivo, de caráter homossexual (quando
envolve meninos) ou heterossexual (quando envolve meninas), por crianças ou
pré-adolescentes. Este distúrbio ocorre na maioria dos casos em homens de
personalidade tímida, muitas vezes homens casados e insatisfeitos sexualmente,
que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas.
O portador
de pedofilia se sente seguro na ação sexual e no controle da situação diante da
criança. A maioria dos casos constatados envolvia homens em média 15 anos mais
velhos que sua vítima.
O meio
rápido e fácil da propagação é a internet, que facilita a divulgação da
pornografia infantil. Apesar de proibidas pela legislação brasileira - de acordo
com o artigo 241 do Estatuto da Criança
e do Adolescente, é crime "fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou
pornografia envolvendo criança ou adolescente"-, imagens de crianças na faixa de
3 a 11 anos envolvidas em cenas de sexo explícito podem ser encontradas na rede.
Existem pessoas e empresas que colocam à disposição do público arquivos com fotos pornográficas. Depois de
localizadas, elas passam a circular entre usuários da rede e até em locais que
poderiam ser considerados públicos - como as salas de bate-papo com imagens.
No entanto o
problema é de difícil solução, na verdade, medidas preventivas são praticamente
inexistentes. Segundo especialistas no assunto, policiar um sistema tão vasto e
com tantos recursos técnicos seria uma
tarefa extremamente cara e de resultado incerto. Sendo assim, devemos tentar
coibir o que está ao nosso alcance, através de denúncias anônimas ao Conselho
Tutelar de nossa cidade, pois assim poderemos cuidar de nossas crianças